Review: Sonic Unleashed (Xbox 360)
Um dos maiores símbolos da era 16-bits, Sonic, o ouriço azul que no passado disputou com Super Mario a preferência dos jogadores de todo o mundo, vêm amargando uma série de jogos ruins nos últimos anos, com aventuras pifias e jogos enfadonhos e mal desenvolvidos. A Sega trouxe um pouco da glória do passado de volta com a série Sonic Rush e o RPG Sonic: THe Dark Brotherhood para o portátil Nintendo DS, mas nos consoles "grandes" faz muito tempo que o Sonic Team tenta acertar novamente a fórmula do sucesso de seu mascote. De dia ele é o Sonic que você conhece... O jogo tem uma história bem simples, na qual Eggman, nosso eterno Dr. Robotnick, utiliza uma arma espacial que provoca enormes fissuras em todo o mundo. Sonic é afetado pelo poder liberado pelo canhão de Eggman e adquire estranhos poderes. Ao lado do diminuto Chip, o ouriço percorre o mundo para juntar seus pedaços, antes que a Terra deixe de existir. Cada fase é ambientada em um continente e possui alguns elementos de RPG, no qual Sonic e Chip interagem com os habitantes locais e é possível melhorar as habilidades do ouriço azul. Após explorar as cidades, Sonic parte para as missões do jogo, propriamente ditas. Durante o dia, essas missões são aquilo que se espera de um jogo do azulão: correr por plataformas em altissima velocidade, coletar anéis, saltar e fazer loopings vertiginosos. As plataformas combinam deslocamento lateral, nos moldes da série clássica Sonic: The Hedgehog com a visão em terceira pessoa por trás do personagem, similar ao excelente Sonic Adventures, do Dreamcast. Os controles são simples e se mantém no eixo bidimensional, enquanto os gráficos são tridimensionais e bem característicos do mundo de Sonic. São os estágios mais divertidos do jogo. O único ponto negativo nessas fases está em parar a corrida para explorar algum canto obscuro em busca de moedas colecionáveis. ... Mas de noite, se transforma em Lobisonic! Como eu disse agora a pouco, Sonic também foi afetado pelas energias liberadas pela arma de Robotnick. Por isso, ao anoitecer, o simpático velocista dá lugar ao forte, peludo e mal-encarado Werehog, um verdadeiro lobisomem, ou para ser mais exato, "Lobisonic". Nessa forma, Sonic não corre, mas pode andar rápido em quatro patas, possui uma série de movimentos de combate, inclusive poderosos "agarrões" e tem membros mais compridos e que podem se esticar ainda mais, tanto para bater em adversários quanto para se pendurar em pontos de difícil acesso. Os estágios de "Lobisonic" podem ser descritos como "God of War para crianças". A semelhança com o clássico da Sony é fácil de perceber, com as lutas constantes contra exércitos de inimigos, os combos e a exploração dos cenários assim como as sequências de plataformas, nas quais Sonic se pendura em parapeitos, colunas e outras superfícies. Não poderiam faltar os chefes de fase grandalhões e as sequências de botões contextuais, nas quais o jogador deve apertar o botão que aparece na tela para provocar algum resultado especial no combate. Os estágios noturnos são, portanto, fases de ação e pancadaria, mas sem sangue nem violência. As partes de plataforma são divertidas mas a sensação geral é de que o jogo poderia ser mais rápido e ter menos fases a noite. Há também mais falhas técnicas nessas fases, com lentidão e até mesmo travamento em alguns momentos. Não foi dessa vez, Sega AS fases de dia são muito boas, mas o resto do jogo não se encaixa direito com elas e nem com o conceito que temos de um jogo de Sonic. Por isso fica difícil recomendar esse game para alguém. Antes de jogar, tenha em mente que Sonic Unleashed não é o jogo que devolverá ao ouriço azul seu lugar de destaque entre os ícones dos videogames, mas é divertido o suficiente para entreter por alguns dias tanto os jogadores mais novos quanto aqueles que apreciam jogos de plataforma e em menor proporção, os antigos fãs de Sonic, the Hedgehog. Fonte:Hardgamer
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