Tom Clancy's EndWar(PS3) - Análise

A grife de jogos que leva o nome do escritor Tom Clancy é famosa pelos games de ação tática e espionagem, mas após muitos anos explorando os mesmos filões, a Ubisoft finalmente resolveu diversificar. E a primeira tentativa foi bastante ambiciosa, movimentando o time da empresa em Xangai para criar um jogo de estratégia em tempo real inovador, que leva em consideração as limitações de interface dos consoles, sem mouse e teclado para facilitar os comandos.
O resultado é "EndWar", no qual o jogador utiliza um microfone para dar ordens verbais às unidades. É verdade que o início causa certa estranheza, mas logo que você se acostuma e o esquema se mostra bastante envolvente e dinâmico, mesmo que seu inglês não seja lá grande coisa.
3ª Guerra Mundial
| Infantaria é a base |
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Tudo envolve um acordo entre EUA e União Européia para acabar com a ameaça de ataques nucleares, que acaba excluindo a Rússia. Ironicamente, quando uma guerra nuclear entre Irã e Arábia Saudita destrói suas principais reservas de petróleo, a antiga potência asiática se torna a principal fornecedora de combustível fóssil do planeta, que vê seu preço bater recordes absurdos.
Com a Rússia fortalecida e investindo novamente em tecnologia e armamentos, a aliança entre América e Europa evapora, no melhor estilo "cada um por si". Os EUA então resolvem apostar em um programa espacial agressivo, apontando armas para seus rivais em potencial, o que deixa o mundo sob um estado de tensão insuportável. Quando um grupo de terroristas não-identificado resolve atacar o Kennedy Space Center, na Flórida, para tentar impedir o lançamento de uma das naves do tal programa, o estopim para a 3ª Guerra Mundial pode ter sido aceso, movimentando os três grandes blocos econômicos mundiais.
Gritando com a televisão
A história de como isto tudo acontece é mostrada em um prólogo no modo para um jogador que se chama "Prelude to War", que serve também como uma sessão de treinamento. Mas depois de passada esta primeira etapa, o jogo se concentra na ação e não perde muito tempo para ficar contando histórias ou levando o jogador pela mão, portanto é bom prestar atenção.
A mecânica de "EndWar" é bem simples, mas requer um certo tempo para se acostumar. Você utiliza o microfone - donos do Xbox 360 recebem um com o console em sua versão Premium enquanto o Playstation 3 tem um próprio vendido separadamente e ainda pode aceitar headsets Bluetooth de terceiros - para dar comandos às suas unidades ou o controle.
| O 'fim' já começou |
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Com o controle, você também pode movimentar as unidades e fazer com que ataquem. Em geral, o reconhecimento de voz funciona de maneira bem eficaz com o mais carregado dos sotaques, mas se o seu inglês for realmente medonho e algum comando for recusado, você não fica impossibilitado de jogar. Ainda que, o ideal, seja utilizar as duas formas de controle para agilizar a ação.
Ação direta
E quando falamos em agilidade, não estamos brincando. "EndWar" não é daquele típico jogo de estratégia em que você deve construir a sua base, juntar recursos, investir em tecnologia e só depois partir para ação. Aqui o foco é totalmente nas batalhas, mais ou menos como em "World in Conflict".
Você só pode controlar até 12 esquadrões ao mesmo tempo, entre sete tipos diferentes de unidades, entre tanques, helicópteros e infantaria, cada um com suas vantagens e fraquezas. Ao contrário dos concorrentes, a câmera não é posicionada do alto, como um satélite, mas sim de acordo com a visão de cada unidade, o que permite alguns ângulos privilegiados para criar emboscadas ou manobras evasivas em cima da hora, principalmente diante de alguns objetivos mais difíceis, como atacar edifícios nas capitais. No meio de tudo isso, entre os quatro tipos de missões, você deve capturar links com satélites e cumprir outras tarefas para ganhar pontos de comando, garantindo bombardeios aéreos, reforços e ataques especiais.
| EUA enfrentam Rússia |
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É um jogo bastante sofisticado, não só pelo sistema de comando por voz, mas por este aspecto online, pena que sua apresentação não corresponda. A impressão geral é que "EndWar" é bastante genérico, com modelos sem nenhum grande atrativo, texturas simples e alguns problemas de colisão. São gráficos e sons básicos que só estão lá para cumprir seu propósito, infelizmente.
Fonte:Uol Jogos
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