PlayStation Home
Você conhece a PlayStation Home? A Sony carrega desde 2006 este projeto, que pretende basicamente criar todo um universo virtual dentro do PlayStation 3.
Imagine se você pudesse entrar em um ambiente virtual 3D bonito, lotado de usuários da PlayStation Network e com todas as funções da rede. Imagine agora que este lugar levasse você a eventos como a E3 ou a Tokyo Game Show de graça e te deixasse passear por lá, fuçar em tudo de novo que tivesse por lá.
Mesmo passando por consecutivos adiamentos para manter o nível de qualidade, a Home tem recebido atenção cada vez maior da mídia, e não é para menos: nunca antes na história dessa indústria se teve uma idéia de integração tão forte.
Mas por onde começar a falar sobre esta nova interface da Sony? Pela tela de entrada, talvez? A primeira impressão ao iniciar a Home é da mais pura curiosidade, com o sistema do PlayStation se tornando um grande assoalho de madeira. Sobre ele, cai uma plaquinha com o símbolo da Home, e o servidor começa a se conectar. Um clique aqui, outro ali, o sistema nos lembra que esta versão, ainda em beta fechada, é apenas um gostinho do que está por vir, apenas a ponta do iceberg. Quando o sistema termina de carregar, a tela fica escura.
Antes de entrar pela primeira vez no ciberespaço da Sony, fomos levados à tela acima para criar o personagem, muito ao estilo The Sims 2 de criação. O programa usa os padrões ósseos e musculares para modelar o rosto dos personagens, e pode ser difícil chegar no resultado esperado, mas o processo não deve durar mais que cinco minutos. As roupas, por enquanto, são poucas, e não deram muita escolha além desse visual cansado.
O primeiro ambiente da Home, como você pode imaginar, é a sua casa. Uma bela casa, por sinal. De um estúdio de um cômodo com poltronas, mesas e um grande teto de vidro, o jogador pode ter acesso à sacada, que nos dá uma linda vista de um porto. A água se mexe com um reflexo incrível. Barcos flutuam em cima dela, se mexendo também.
Dentro da casa, é possível interagir com alguns objetos, sentar-se nas cadeiras e sofá, assim como fazer outras ações quando as primeiras já estão em curso, como aplaudir ou fazer uma dancinha à toa. Neste ponto, a PlayStation Home lembra The Sims muito mais que qualquer outro jogo.
A mudança de ambiente pode ser um pouco complicada. Quando testamos, percebemos que, apesar de ter apenas 77 MB de download inicial, a Home recomenda até 3 GB de espaço separado para downloads, mas é somente quando se tenta sair do apartamento que se entende o porquê disso. Quando pisamos na porta, a rede nos perguntou se queríamos fazer o download da praça central do programa. Dissemos que sim.
Imediatamente iniciou-se um download de 35 MB que, apesar de correr em segundo plano, nos fez esperar onde estávamos. Nos cinco minutos de enrolação, tudo o que pudemos fazer foi empilhar dezenas de mesas umas em cima de outras, até que elas atingiram o teto e despencaram de lá de cima.
Divertido, é verdade, mas uma prova de que a Home ainda precisa de mais trabalho, porque não havia muita coisa a fazer no apartamento além de sentar e mudar a pintura da parede (de novo, lembrou muito The Sims).
Quando finalmente saímos na praça foi que ficamos realmente impressionados. Á esquerda, um telão gigante com um trailer de SOCOM: U.S. Navy SEALs Confrontation sobre um lago artificial; à frente, uma praça supermoderna apinhada de gente conversando, dançando e se amontoando em grupos aleatórios. Ali, é possível ir ao cinema, no qual serão vistos trailers de diversos jogos; ao shopping, onde serão comprados e baixados itens de toda a PlayStation Store para o jogador; e ao clube de boliche, onde encontramos algumas opções de jogos interessantes.
Atravessando algumas fontes e folhagem, tentamos entrar no shopping, só para ver o que eles tinham a oferecer. O download, de quase 90 MB desta vez, foi aguardado assistindo repetidas vezes o trailer de SOCOM e indo e voltando do apartamento com a vista bonita. Quando acabou, entramos pela porta rotatória e nos deparamos com um shopping que poderia muito bem ser confundido com qualquer um do litoral de São Paulo.
Vários andares, praças grandes, lojas e iluminação. Está tudo ali. Com várias lojas diferentes de itens para a casa, para o avatar no estilo The Sims e para o sistema, além de demos e jogos completos disponíveis para a compra, o local parece promissor, com a porta de cada loja nos levando a diferentes seções da PlayStation Store. Infelizmente, até agora essas seções especiais não têm nada disponível, mas deram uma boa idéia do que a Sony quer levar ao jogador.
Ainda no shopping, a praça no andar de cima possui alguns tabuleiros de xadrez para a diversão do transeunte. Tentamos, ganhamos uma partida de um cara que não calava a boca com o microfone que ele instalou no PlayStation, rimos da cara dele e fomos embora. Sim, é possível conversar com o microfone na Home, e a distância interfere no som.
Depois do exercício cerebral, baixamos o clube de boliche e entramos no agitado edifício, com luzes e sons em toda parte. Estava bem cheio, com gente jogando boliche e bilhar. No boliche, aliás, você só tem que por a direção que quer jogar e apertar a barra de força e efeito na hora certa, o que é bem divertido se feito em grupo.
Por último, fomos para o cinema, que não é mais do que uma sala vermelha, com poltronas vermelhas, uma grande tela e gente andando na sua frente enquanto você tenta assistir. Foi o único ambiente meio tosco que encontramos, para ser bem franco.
Da experiência toda, o que dá para perceber é que os consecutivos adiamentos da Sony têm motivo real para acontecer. A PlayStation Home ainda não está pronta. De fato, com as lojas vazias e um monte de opções ainda desabilitadas, está muito longe de concluída, mas a interação social e o ambiente tridimensional seriam uma grande adição ao PlayStation 3, sem dúvida.
Com gráficos que ultrapassam muito outras simulações de ambientes reais (como o odiável Second Life) e uma interação social que em muito lembra uma mistura bem feita entre a espontaneidade de World of Warcraft e a variedade de The Sims, a possibilidade de recriar ambientes como o da E3 e estandes de jogos arrasa-quarteirão ganha um sentido bem maior, quase presencial.
Se a Sony souber aproveitar bem o potencial da brincadeira toda, vai ter criado um verdadeiro monstro para a concorrência. Transformar o videogame em um espaço tridimensional com distâncias e vistas bonitas é, mais do que um bom passatempo, um atrativo de verdade para o jogador, que vai acabar achando estranho voltar para aquele menu velho, triste e solitário que existe no PlayStation 3.
Fonte:GameStart
Imagine se você pudesse entrar em um ambiente virtual 3D bonito, lotado de usuários da PlayStation Network e com todas as funções da rede. Imagine agora que este lugar levasse você a eventos como a E3 ou a Tokyo Game Show de graça e te deixasse passear por lá, fuçar em tudo de novo que tivesse por lá.
Mesmo passando por consecutivos adiamentos para manter o nível de qualidade, a Home tem recebido atenção cada vez maior da mídia, e não é para menos: nunca antes na história dessa indústria se teve uma idéia de integração tão forte.
Antes de entrar pela primeira vez no ciberespaço da Sony, fomos levados à tela acima para criar o personagem, muito ao estilo The Sims 2 de criação. O programa usa os padrões ósseos e musculares para modelar o rosto dos personagens, e pode ser difícil chegar no resultado esperado, mas o processo não deve durar mais que cinco minutos. As roupas, por enquanto, são poucas, e não deram muita escolha além desse visual cansado.
O primeiro ambiente da Home, como você pode imaginar, é a sua casa. Uma bela casa, por sinal. De um estúdio de um cômodo com poltronas, mesas e um grande teto de vidro, o jogador pode ter acesso à sacada, que nos dá uma linda vista de um porto. A água se mexe com um reflexo incrível. Barcos flutuam em cima dela, se mexendo também.
Dentro da casa, é possível interagir com alguns objetos, sentar-se nas cadeiras e sofá, assim como fazer outras ações quando as primeiras já estão em curso, como aplaudir ou fazer uma dancinha à toa. Neste ponto, a PlayStation Home lembra The Sims muito mais que qualquer outro jogo.
Imediatamente iniciou-se um download de 35 MB que, apesar de correr em segundo plano, nos fez esperar onde estávamos. Nos cinco minutos de enrolação, tudo o que pudemos fazer foi empilhar dezenas de mesas umas em cima de outras, até que elas atingiram o teto e despencaram de lá de cima.
Divertido, é verdade, mas uma prova de que a Home ainda precisa de mais trabalho, porque não havia muita coisa a fazer no apartamento além de sentar e mudar a pintura da parede (de novo, lembrou muito The Sims).
Quando finalmente saímos na praça foi que ficamos realmente impressionados. Á esquerda, um telão gigante com um trailer de SOCOM: U.S. Navy SEALs Confrontation sobre um lago artificial; à frente, uma praça supermoderna apinhada de gente conversando, dançando e se amontoando em grupos aleatórios. Ali, é possível ir ao cinema, no qual serão vistos trailers de diversos jogos; ao shopping, onde serão comprados e baixados itens de toda a PlayStation Store para o jogador; e ao clube de boliche, onde encontramos algumas opções de jogos interessantes.
Vários andares, praças grandes, lojas e iluminação. Está tudo ali. Com várias lojas diferentes de itens para a casa, para o avatar no estilo The Sims e para o sistema, além de demos e jogos completos disponíveis para a compra, o local parece promissor, com a porta de cada loja nos levando a diferentes seções da PlayStation Store. Infelizmente, até agora essas seções especiais não têm nada disponível, mas deram uma boa idéia do que a Sony quer levar ao jogador.
Ainda no shopping, a praça no andar de cima possui alguns tabuleiros de xadrez para a diversão do transeunte. Tentamos, ganhamos uma partida de um cara que não calava a boca com o microfone que ele instalou no PlayStation, rimos da cara dele e fomos embora. Sim, é possível conversar com o microfone na Home, e a distância interfere no som.
Depois do exercício cerebral, baixamos o clube de boliche e entramos no agitado edifício, com luzes e sons em toda parte. Estava bem cheio, com gente jogando boliche e bilhar. No boliche, aliás, você só tem que por a direção que quer jogar e apertar a barra de força e efeito na hora certa, o que é bem divertido se feito em grupo.
Da experiência toda, o que dá para perceber é que os consecutivos adiamentos da Sony têm motivo real para acontecer. A PlayStation Home ainda não está pronta. De fato, com as lojas vazias e um monte de opções ainda desabilitadas, está muito longe de concluída, mas a interação social e o ambiente tridimensional seriam uma grande adição ao PlayStation 3, sem dúvida.
Com gráficos que ultrapassam muito outras simulações de ambientes reais (como o odiável Second Life) e uma interação social que em muito lembra uma mistura bem feita entre a espontaneidade de World of Warcraft e a variedade de The Sims, a possibilidade de recriar ambientes como o da E3 e estandes de jogos arrasa-quarteirão ganha um sentido bem maior, quase presencial.
Se a Sony souber aproveitar bem o potencial da brincadeira toda, vai ter criado um verdadeiro monstro para a concorrência. Transformar o videogame em um espaço tridimensional com distâncias e vistas bonitas é, mais do que um bom passatempo, um atrativo de verdade para o jogador, que vai acabar achando estranho voltar para aquele menu velho, triste e solitário que existe no PlayStation 3.
Fonte:GameStart
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