Países emergentes, como China, Brasil e México, são dos mercados que mais crescem em tecnologia. Entretanto, também passam a ser mais vulneráveis. Ao menos é isso que dá a entender um estudo realizado pela Microsoft Security Intelligence Report, que mostra o gigante asiático como o país com mais PCs infectados por ameaças em navegadores.
O estudo, divulgado nesta segunda-feira, também revela que as vulnerabilidades estão diminuindo, mas também estão mais fáceis de serem expostas. Outra má notícia é que os trojans, os cavalos-de-tróia que invadem o computador de forma disfarçada e roubam informações, são o tipo de ameaça mais presente.
A pesquisa cobre a primeira metade do ano e mostra estatístiscas compiladas do centro de proteção a malwares da Microsoft, revelando tendências de ameaças, brechas de segurança e quantidade de infecções. Ainda de acordo com o estudo, apenas cerca de 6% das ameaças representam vulnerabilidades de sistemas operacionais, com mais de 90% sendo encontradas em aplicativos.
A fabricante do Windows, que lançou um patch de segurança para 77 brechas nos seus produtos, teve um decréscimo de 30% em vulnerabilidades, embora um terço delas tenham tido o código divulgado publicamente.
O total de ameaças e programas não-requisitados removidos de computadores no mundo todo na primeira metade do ano aumentou mais de 43% em comparação com a segunda metade do ano passado, com baixadores de trojans acomulando mais de 30% disso.
Em um ranking de infecções para cada mil computadores, os Estados Unidos tiveram uma proporção de 11,2. O Afeganistão foi o país com mais casos, com 76 para cada 1.000, enquanto o Japão foi o com menor número, com apenas 1,8 PCs infectados.
Os baixadores ou droppers, softwaress que abrem portas em computadores, permaneceram com a categoria de ameaça mais prevalente. Cerca de 96% dos computadores limpaados nessa categoria foram infectados por duas famílias de trojan: o Win32/Zlob e o Win32/Renos.
Diferenças regionais
O estudo revelou que a China tem um nível de exposição de navegadores maior, contando com 47% dos incidentes (seguidos pelos EUA com 23%). O país também está no topo da lista de desenvolvedores de programas descuidados com a segurança na hora de escrever linhas de código, além de ter um mercado atrativo para malwares.
Já no Brasil, os programas que roubam senhas de banco, e-mail ou banco de dados são os que mais ocorrem, enquanto na Itália o cliente p2p não-autorizado Win32/BearShare é a principal ameaça. Na Coréia do Sul, os vírus continuam a ser o problema mais encontrado.
Fonte: PC Magazine
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