Guitar Hero: World Tour - Os bumbos de Rock Band viram atabaque perto da nova versão do game da Activision.

Rock Band chegou e ocupou o espaço de Guitar Hero no mercado de games musicais. Ele tem os seus defeitos, que foram melhorados a cada nova versão lançada no mercado. Guitar Hero sempre se manteve à frente na qualidade técnica de seu produto. Com notas muito bem sincronizadas para fazer jus a música que o jogador escolhia para tocar, o game da Activison junto com a Red Octane detona até hoje no mercado.
Quando as duas empresas anunciaram que Guitar Hero ganharia uma versão com bateria, microfone, guitarra e baixo, o mundo dos gamers veio abaixo. A expectativa era muito grande. E, lógico, a Harmonix queria ver o quão melhor ou pior seria G.H: World Tour em relação a Rock Band. Eles esperaram, viram, jogaram e com certeza choraram. A nova versão de Guitar Hero é sucesso desde a abertura da caixa ao "playar".
DO SET LIST A BATERA
Guitar Hero: World Tour com certeza pega as pessoas de vinte e cinco anos para cima de jeito. A trilha sonora, principalmente composta por clássicos antigos, é capaz de agradar muito as pessoas com mais idade. Algumas canções, como Foo Fighters e Nirvana fazem sucesso entre os jovens. Michael Jackson e o seu hit Beat It já é para a geração dos anos oitenta. Uma velharia de vinil que faz sucesso até hoje. Já bandas da era do CD, como já era esperado, são feitas para os jovens. A questão aqui é que GH: WT está com uma trilha sonora mais focada para o público com mais idade. Jovens e aqueles adeptos da era emo, indies e calçantes de All Star com certeza preferirão o set list de Rock Band; neste quesito, o game da Harmonix pega a maior fatia do mercado e a que rende mais dinheiro: os jovens.
Passando pelo set list, chegou a hora da grande novidade de Guitar Hero: World Tour. A bateria, muito distinta da criada para o Rock Band, traz dois pratos, bumbo, dois tons e caixa, ao contrário dos atabaques da Harmonix - excluí-se a Iron Drummer. Não é só o motivo de a bateria de GH simular uma real, mas pela qualidade técnica das notas, que aparecem tela abaixo, soar e ter batidas muito próximas da realidade. Repare na bateria de System of a Down - B.Y.O.B no clipe da banda. Depois, vá e jogue a música em Guitar Hero. Prepare o seu braço ou peça arrego no meio da canção. GH é osso duro de roer.
OS DEUSES DA GUITARRA
Outra coisa que muitos sites divulgaram e só os deuses do além sabem os motivos, é a má disposição da guitarra, as dedilhas sofríveis, o mau encaixe das mãos no braço do brinquedo de gente adult. Tenha a certeza de que isto não é verdade.
A Activison foi a precursora do game musical no mercado. Trabalhou para se ter uma boa guitarra nas mãos de seus jogadores. Ninguém reclamou. Não será agora que ela teria as suas primeiras más impressões. Pelo contrário. Esta guitarra está levemente a um nível maior do que as outras feitas oficialmente. E, assim como a guitarra de Rock Band, ela possui um espaço para as famosas e loucas dedilhadas dos mais sábios e experts gamers. E, com uma nova opção não pensada em Rock Band, esqueça de ter que apertar botões para fazer os solos das músicas. A parte para dedilhados na nova guitarra de Guitar Hero é totalmente "touch". No final das contas, basta encontar a ponta do dedo e sair brincando de Slash.
A parte dos vocais de Guitar Hero é levemente melhorada do que a do Rock Band. Respectivamente, um pega mais pela altura da voz, da maneira que você canta, o outro já conta pelo timbre da sua voz. Como você nunca terá uma voz igual a do Jim Morrison e muito menos da de Kurt Cobain, GH sai na frente, mais uma vez, perante o seu concorrente agora destronado.
FAÇA A GALERA VIBRAR COM O MICROFONE EM MÃOS
Um outro ponto muito válido é a gesticulação do cantor. Com um microfone sensível a movimentos, os pontos não são apenas contados por ter uma boa voz para gastar no game. Balançar o microfone, como se estivesse acenando para o público afim de levantá-los do chão, também conta alguns pontinhos para você se dar bem no jogo. Eis algo que a Harmonix sequer tinha pensado; que tal na próxima versão?
A inovação, além da bateria, microfone e baixo, é que Guitar Hero: World Tour tem um modo de criação de músicas. Desse jeito, os jogadores que tiverem a nova versão do game da franquia da Activison poderá criar faixas de suas músicas favoritas. Pense em Raimundos, Rock Rockets, Sepultura, Kiss, Cavalera Conspiracy, entre outras bandas. Tudo isto é possível com este novo modo de GH.
CRIE MÚSICAS E SAIA DA MESMICE DO SET LIST
O modo de criação, porém, está mais para os músicos de verdade aos leigos. É difícil criar uma música e é necessário um conhecimento básico de notas musicais, escalas etc, para que a composição de uma música no GH fique completa. Não basta manjar apenas de guitarra ou baixo. A criação dos ritmos da bateria só fica boa se o gamer manjar de bumbos, pratos, tons e caixas. Assim como da guitarra ou baixo.
"Justamente neste modo que conseguimos separar jogador profissional do gamer que só busca a diversão", disse Ricardo "Shaaman" Farah, editor executivo da EGM Brasil, sobre o modo de criação de músicas. Além do mais, como um bom tocador de guitarra desde a infância, ele ainda disse que "quem manja tocar instrumentos se dá muito bem, mas, mesmo assim, os aspirantes a músicos podem se dar bem e até apreender alguma coisa com este modo de GH".
ROCK BAND VIROU GAME DE CRIANÇA
Enquanto a Harmonix precisa de empresas terceirizadas para criar uma bateria para o Rock Band tão real quanto a de uma banda de verdade, a Activison poupou um pouco de investimento inicial e fez uma bateria simples, mas que supre muito bem o modo de tocar "batera" como se fosse uma de verdade. E como Herói já falou, guitarra, baixo, vocal e bateria estão com uma qualidade superior aos dos instrumentos de Rock Band. Realidade é Guitar Hero: World Tour. Desculpem os xiitas fãs do game da Harmonix, mas agora jogá-lo virou coisa de criança.
Fonte:Herói
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