[Análise] Bioshock [PS3]
Bem-vindo à Rapture
Em uma história ambientada no final da década de 50, o jogador começa a ação sobrevivendo a um desastre aéreo no meio do oceano e descobrindo uma imensa cidade submarina. Batizada de Rapture, foi fundada por um magnata chamado Andrew Ryan, que desejava criar ali uma sociedade desvinculada da civilização, livre das amarras políticas e morais da época. Um local perfeito para artistas, cientistas e pensadores exercitarem suas capacidades sem medo de represália.
Mas algo de errado aconteceu. O local está longe de parecer um santuário para o exercício da mente, agora carregado com um ar decadente e pesado. Seus grandes painéis de neon, seu sistema de som onipresente e sua mobília luxuosa permanecem, em grande parte, inalterados, mas escondem algo de sinistro. Cabe a você descobrir o que aconteceu e como sair dali, esbarrando nos maiores segredos do lugar - e também nos maiores habitantes também, os infames Big Daddies. E algumas de suas decisões irão definir como você verá o final do jogo.
Pequenas Mudanças
Além da ação e da exploração, você deve se preparar para escutar muitos trechos em áudio e ler muita coisa em "Bioshock". A história é um componente importante da ambientação e todo detalhe conta, principalmente quando levamos em conta que o jogo traz suporte para troféus. Quebra-cabeças também fazem parte do pacote, e ganham uma melhor performance com o controle do videogame da Sony. A navegação pelos puzzles, que funcionam como um pequeno game de ligar conexões, é bem mais rápida agora. E para os mais bravos, há um novo modo de dificuldade, que torna os recursos mais escassos, tornando a ação bem mais estratégica e tensa, de certa forma, desfigurando a mecânica do jogo de um modo bem interessante.
Na parte técnica pouca coisa mudou. Há um processo de instalação obrigatório que já se tornou habitual no console, mas acontece uma única vez. O áudio continua impecável, com uma das melhores dublagens já vistas em um jogo, além de uma mixagem que molda o ambiente com uma textura de sons impressionante, por todos os lados, no caso de um equipamento ligado a um home theater de boa qualidade.
Agora, um ponto realmente ruim mesmo é o do extra que foi muito promovido para esta versão para Playstation 3, o modo "Challenge Rooms". Além de não constar no pacote vendido no varejo, até o momento da publicação desta análise não havia sido disponibilizado para download. E a informação de que a 2K Games estaria planejando cobrar por tal conteúdo não o tornou muito animador.
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